Saiba mais sobre essa substância e o porquê do aviso "contém glúten" ser tão importante!
Muita gente vai às compras e não sabe bem o porquê do alerta "não contém glúten" escrito às vezes com destaque em vários produtos expostos nas prateleiras dos supermercados. O aviso, na verdade, é um alerta aos portadores da doença celíaca, uma intolerância a essa substância, encontrada no trigo, na aveia, na cevada, no centeio e no malte (subproduto da cevada), que pode até levar à morte, se não for diagnosticada a tempo. A doença afeta pessoas geneticamente predispostas e os distúrbios vão desde apatia, emagrecimento e diarréia crônica até doenças mais graves, como osteoporose ou câncer no intestino.
Essa intolerância permanente à proteína de cereais não tem tratamento, a não ser riscar do cardápio para sempre várias guloseimas como bolos, pães, biscoitos, macarrão e outros alimentos fabricados com matéria-prima que contenha glúten, vilão não só para os portadores da doença celíaca, mas também para quem quer investir numa dieta saudável. E a vigilância deve ser rigorosa, pois até traços de glúten são perigosos. Fritar um alimento qualquer e depois utilizar esse óleo para fritar um alimento sem glúten já basta para a contaminação, bem como assar no mesmo forno alimentos com e sem glúten.
Cada um dos cereais utilizados na produção de diversos alimentos, ou em cosméticos, medicamentos e bebidas, tem um nome específico para a substância que tanta intoxicação causa ao organismo dos celíacos. No trigo, por exemplo, a parte prejudical à saúde dos alérgicos é a gliadina, na aveia, a aveína etc. Não há muita variedade, mas no mercado já existem opções para massas sem glúten, como o macarrão feito de arroz.