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Em 23 de outubro de 2008, uma nova fase na educação parecia estar se iniciando, quando uma ação movida pela APEOESP (sindicato dos professores), acordava um novo critério para atribuição de aulas: uma prova classificatória para os professores temporários da rede estadual, acordo esse que estipulava, inclusive, medidas e procedimentos claros para aplicação da prova.  Logo, em cumprimento a essa decisão, foi aplicada uma prova, em dezembro, da qual, 214 mil professores participaram. O que não se imaginava era que, a própria APEOESP, descumprindo com o acordo afirmado, em 23 de dezembro de 2008 entrou na 13ª vara da Fazenda Pública de São Paulo, com uma Ação Civil Pública contra a aplicação da prova para a atribuição de aulas e obteve uma liminar. Essa medida judicial foi cassada pela ação da Procuradoria Geral do Estado e a atribuição de aulas foi marcada para o dia 05 de fevereiro de 2009. Ocorreu que na véspera da atribuição, no dia 04 de fevereiro de 2009, houve novo recurso por parte da APEOESP, interrompendo mais uma vez o processo de atribuição das aulas, que teve que ser transferida para o dia 10 de fevereiro de 2009.Resumindo: voltamos à estaca zero. E esse que talvez seria o primeiro passo em busca de uma melhoria da nossa educação pública, foi interrompido antes mesmo que pudesse ser executado. Sabemos que a educação é base de tudo. Não há como um país tentar se erguer sem que haja um investimento na sua educação. É como afirma a Secretária da Educação Maria Helena Guimarães de Castro, quando diz: “A prova para professores temporários é parte de um grande processo, iniciado em 2007, para garantir maior qualidade do ensino. Trata-se de um conjunto de medidas, que inclui premiação por desempenho, aumento da infra-estrutura nas escolas, reforço da atividade pedagógica, reorganização do currículo e redução das faltas de professores”.Tentando não atrasar ainda mais o início do ano letivo de 2009, não houve outra solução a não ser utilizar o modelo antigo (sem a prova), ou seja, a classificação para atribuição é dada com base no tempo de serviço e títulos.A Secretária ainda afirma: “Os professores temporários têm uma importante participação na rede. É fundamental que os alunos tenham os melhores professores nas salas de aula. Mas, com a APEOESP contra a avaliação de professores na Justiça, sem a possibilidade de reversão imediata da liminar, resolvemos utilizar o modelo antigo”.Sem desmerecer qualquer profissional, nada disso estaria acontecendo se os professores que já possuem um tempo maior de serviço conseguissem aquilo que é obvio, ou seja, uma pontuação considerável na prova aplicada para garantir uma boa classificação para atribuição, mas o que essa prova mostrou é que muitos dos professores que estão ingressando na rede estão mais preparados para o que o governo espera.Isso mostra que, nem sempre, experiência é sinal de competência. Talvez a comodidade de um trabalho estável, fez com que alguns profissionais não se empenhassem no seu trabalho, deixando com que os novos professores alcançassem uma média maior.Mas é claro também que, não podemos sacrificar esses profissionais, pois se estão ali a tanto tempo sabem como poucos o quão é difícil a vida de um professor da rede pública, e merecem um reconhecimento ou então a garantia de um trabalho estável.Dessa vez, pelo menos por enquanto, tudo ficará como está: professores com mais experiência continuarão com seus cargos e os professores recém chegados à rede, vão começar suas vidas lecionando aos poucos. E a educação, como tanto torcemos, irá progredir? Já passou da hora.

Matéria cedida pelo Professor João Paulo Mioto

 

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A felicidade é um fruto que se colhe da felicidade que se semeia. (Autor desconhecido)