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Fundação SEADE e a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo divulgaram na última quarta-feira, 25/10/2017 o Índice Paulista de Responsabilidade Social (IPRS) que é publicado a cada dois anos e é uma adequação do Índice de desenvolvimento Humano (IDH), da Organização das Nações Unidas (ONU) à realidade paulista. A ONU reconhece o índice, que pondera três indicadores avaliados como aqueles que podem ser modificados conforme a qualidade da gestão municipal: riqueza, escolaridade e longevidade da população.

A Região Administrativa de Franca, formada por 23 municípios que incluí o município de Ipuã, nos índices publicados, referente ao ano de 2014 demonstrou indicadores sociais de escolaridade e longevidade superiores aos da maior parte das regiões paulista. Por outro lado, apresentou nível de riqueza inferior à media estadual.

Na apresentação dos índices, o presidente da Câmara Legislativa de São Paulo, Cauê Macris, apontou que “O índice funciona como uma bússola que orienta a divisão dos recursos e a aplicação dos investimentos. O detalhamento das informações fornecidas aos gestores públicos pode ser utilizado para nortear a implementação de políticas públicas em áreas mais vulneráveis”.

De acordo com o ranking de cada componente de indicador analisado, a RA de Franca a qual está incluída Ipuã ocupa a 6ª posição em longevidade no Estado, a 7ª em escolaridade e a 11ª em riqueza.

Comparando-se com o levantamento anterior, apenas dois municípios obtiveram melhora nos indicadores sociais, Morro Agudo e Sales Oliveira. Dois municípios foram classificados no grupo 1, que engloba cidades com nível elevado de riqueza e bons indicadores sociais: Morro Agudo e São Joaquim da Barra. Ipuã, em 2010 pertencia ao Grupo 5 (característico por ter baixos índices em todas as dimensões do IPRS), registrou avanço em 2012 indo para o Grupo 4 (apresenta baixos níveis de riqueza e índices intermediários de longevidade e/ou escolaridade), porém em 2014 retornou ao Grupo 5.

A maior parte das cidades apresentou crescimento no indicador de riqueza, porém as cidades de Guará e Ipuã mantiveram estáveis os índices. O melhor desempenho foi obtido por Rifaina, que alcançou 49 pontos, sete a mais do que o registrado na edição anterior e único na região a superar o nível médio de riqueza estadual.

Houve progresso no indicador agregado de longevidade em nove dos 23 municípios da RA, com destaque para Sales Oliveira, que somou 11 pontos ao indicador, e Nuporanga que aumentou 4 pontos. Diversamente, 11 municípios diminuíram sua pontuação, dos quais Buritizal, Ipuã, Itirapuã e Ribeirão Corrente reduziram quatro pontos ou mais, em 2014. As cidades de Nuporanga e Sales Oliveira lideram nos quesitos longevidades e escolaridade.

Entre 2012 e 2014, o indicador agregado de escolaridade da Região Administrativa de Franca acompanhou o movimento observado na média do Estado e aumentou dois pontos, passando de 56 para 58 pontos. Assim, seu escore permaneceu acima da média estadual (54), como vem ocorrendo desde 2008. Apresentaram progressos nesse indicador nove municípios, com destaque para Sales Oliveira, que acrescentou sete pontos em seu escore e Nuporanga que obteve o melhor desempenho da região, ao atingir 78 pontos. Além destes, outros sete municípios obtiveram pontuação igual ou superior à média estadual, em 2014. Em oposição, São José da Bela Vista (38), Ituverava (45) e Miguelópolis (45) ficaram com os piores índices regionais, embora Buritizal (51) tenha sido o município que mais perdeu pontos (13) no período.

 

Índices de Ipuã

Ipuã classificou-se no grupo 5, que agrega municípios com baixos níveis de riqueza e indicadores de longevidade e escolaridade insatisfatórios.

Riqueza:

Observou-se estabilidade do indicador agregado de riqueza, mantendo seu escore abaixo do nível médio estadual, em 2014.

Comportamento das variáveis que compõem esta dimensão no período 2012-2014:

- O consumo anual de energia elétrica por ligação no comércio, na agricultura e nos serviços variou de 15,19 MWh para 15,31 MWh;

- O consumo anual de energia elétrica por ligação residencial aumentou de 2,07 MWh para 2,25 MWh;

- O rendimento médio do emprego formal passou de R$ 1.695 para R$ 1.814;

- O valor adicionado fiscal per capita diminuiu de R$ 23.911 para R$ 22.453.

Longevidade:

O município perdeu pontos em seu escore de longevidade, mantendo o indicador agregado abaixo do patamar médio do Estado nesta dimensão, em 2014.

Comportamento das variáveis que compõem esta dimensão no período 2012-2014:

- A taxa de mortalidade infantil (por mil nascidos vivos) cresceu de 12,30 para 15,71;

- A taxa de mortalidade perinatal (por mil nascidos) elevou-se de 17,42 para 19,03;

-A taxa de mortalidade das pessoas de 15 a 39 anos (por mil habitantes) elevou-se de 1,09 para 1,29;

- A taxa de mortalidade das pessoas de 60 a 69 anos (por mil habitantes) decresceu de 17,52 para 15,96.

Escolaridade:

Em Ipuã, observou-se estabilidade no indicador agregado de escolaridade, mantendo seu escore abaixo do nível médio estadual, em 2014.

Comportamento das variáveis que compõem esta dimensão no período 2012-2014:

- A taxa de atendimento escolar de crianças de 4 e 5 anos variou de 98,8% para 88,7%;

- A média da proporção de alunos do 5o ano do ensino fundamental da rede pública, que atingiram o nível adequado nas provas de português e matemática, variou de 36,0% para 38,7%;

- A média da proporção de alunos do 9o ano do ensino fundamental da rede pública, que atingiram o nível adequado nas provas de português e matemática, diminuiu de 19,0% para 18,6%;

- O porcentual de alunos com atraso escolar no ensino médio diminuiu de 18,5% para 14,9%.

 

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